Sinopse: O primeiro “encontro” de Clary e Jace não poderia ter sido... pior.
 Ela presencia um crime cometido por Jace e outros adolescentes tatuados e equipados com chicotes brilhantes e armas pra lá de esquisitas. Ele, um nephilim – filhos de anjos com humanos – que tem como missão caçar demônios; ela, uma mundana que não se sabe por que tem o dom da Visão... Mas as diferenças entre os dois não impede que em 24 horas Clary se veja envolvida pelo mundo de Jace e dos Caçadores de Sombras; a mãe dela desaparece e a própria Clary é atacada por um demônio. Aparentemente, ela não tem a quem recorrer além de Jace. Mas por que um demônio estaria interessado em uma mundana como Clary? E como de uma hora para outra ela tem o dom da Visão e percebe o Mundo de Sombras? Todos, inclusive Clary, querem saber...

   Cidade dos Ossos é uma história que te mantém preso. Na maioria das vezes isso acontece comigo quando o livro tem uma ótima história e/ou uma ótima narração, e por mais estranho que isso possa parecer, não é o caso desse livro.  O que tem mantém preso é a curiosidade. Devo admitir que é uma ótima estratégia e que não me arrependi de tê-lo lido, aos poucos a história vai se tornando mais viva e mais cativante, com algumas reviravoltas e surpresas que vão acontecendo no meio do caminho.
   A protagonista Clary, na verdade não me surpreendeu muito. Ela a típica personagem que se usa como principal, que se acha feia ou vive a sombra de alguém, nesse caso a própria mãe. Nada que interfira na história, embora no fundo preferisse que acontecesse, já que em nenhum momento consegui enxergar a sua personalidade. Há cenas em que Clary está triste ou confusa, mas que não demostra sua individualidade, já que estar triste ou confusa seria perfeitamente normal para alguém que nem sabe quem é de verdade. Simplesmente parece que ela vai sendo levado pelos fatos.
  Quanto a Jace, o achei incrível! Geralmente não gosto de personagens arrogantes, o que definitivamente ele é. No entanto, ele consegue prender nossa atenção, não sei exatamente por que, mais realmente acho que é um dos pontos fortes do livro; Ele é descolado, bonito e nunca perde uma oportunidade para uma boa piada, ao contrário do amigo de Clary, Simon, que em minha opinião só atrapalha.
  Para quem não leu, o recomendo. Não é um daqueles que tiram o fôlego, mas para o bom apreciador da leitura vai render alguns risos e muita curiosidade.