Adaptações literárias são sempre controversas. E lendo as críticas de Maze Runner percebo que este também não escapou de opiniões divergentes. Alguns fãs rigorosos dizem que faltou isso ou aquilo, outros surtaram, no bom sentido, com o filme. Os que não leram, também estão divididos, enquanto uns parecem ter se divertido e estão ansiosos para o próximo, tem também aqueles que disseram ser pior do que filme de Sessão da Tarde. E, imaginem só, até o The New York Times e o Hollywood Report, tiveram opiniões diferentes, enquanto aquele concedeu quatro de cinco estrelas para o filme dirigido por Wes Ball, este deu apenas três de cinco estrelas! E nem vou comentar os da imprensa brasileira...

 Bem, aqueles que leem o blog deve ter visto que eu sou apaixonada pela série de James Dashner, publicado no Brasil pela V&R Editoras, e até o momento não sei definir se ler o livro contribuiu ou não para minha opinião do filme. Posso dizer que, tecnicamente, o filme é incrível: uma adaptação muito boa, a direção para lá de competente, os efeitos sensacionais e de tirar o fôlego, e os atores com atuações que não deixam a desejar. Mas pra mim, faltou alguma coisa, não saberia dizer exatamente o que foi e por isso, só por isso não dou cinco estrelas, mas sim, quatro.
   
 Para os que ainda não conhecem o livro, o filme narra a história de Thomas (Dylan O'brien) um garoto que um dia acorda misteriosamente sem memória e preso dentro de um elevador em movimento. Quando ele é aberto, o garoto se vê rodeado por outros meninos, que assim como ele estão presos ali, um lugar que que chamam de Clareira. Mas há um modo de sair dali, pelo menos é isso o que eles acham e infelizmente não é um dos modos mais agradáveis...

  Em volta da Clareira há portões que os levam há um imenso e perigoso labirinto. A noite os portões se fecham e mantem a Clareira segura dos Verdugos, uns monstros terríveis que vivem no labirinto. Mas pela manhã  os portões se abrem, e os "clareanos Corredores" entram nele para mapear  o lugar e achar um saída. O grande problema é: o labirinto muda toda noite. 

 Além de todo esse drama de querer escapar daquela prisão, ainda existem muitas perguntas que deixam a gente com aquela pulga atrás da orelha e acredito que esse é o grande trunfo do filme, foi algo que realmente conseguiram expor, digo isso porque provavelmente - se você não leu o livro - vai sair da sala do cinema sem entender absolutamente nada!




   Entendam que o livro é exatamente assim. Sempre comparo ele ao seriado "Lost", porque quanto mais a gente acha que sabe, mas descobrimos que não sabemos nada. Ou seja, se você não gosta de ficar nesse "escuro", sem saber exatamente o porquê das coisas, esse filme não é pra você. Ao mesmo tempo que isso se torna o grande trunfo do filme, ele também pode ser considerado o grande erro do filme. 

 Percebi que muitas das pessoas que não leram o livro ficaram irritadas por ter tantos "furos" no filme, quando na verdade esse era o objetivo! A estratégia seria estimular a curiosidade, mas acredito que não tenham conseguido passar isso ao público (não sei ao certo, como disse: já conhecia a história e entendi tudo perfeitamente, não sei se foi o caso de quem não leu) e ficou parecendo que tinham esquecido de pôr informações, ou que o roteiro foi mal escrito, que claro, ao meu ver, não foi o caso. Há sim algumas pontas soltas, mas não acredito que prejudique o entendimento do filme, até porque tinha que ser um gênio para conseguir compilar em algumas horas os relacionamentos complexos dos personagens, as intrigas, os medos, as curiosidades e ainda toda ação que tem no livro.
    
 Mas, exceto isso, considero um filme muito bom. Sei que existem opiniões diferentes e as respeito, mas sinto que a maioria que diz que não gostou foi porque não entendeu a ideia do filme, falei com algumas pessoas que assistiram sem ler e a grande parte diz que entendeu e curtiu.

  Pelo menos eu me diverti muito, as cenas no labirinto quase me fizerem chorar de tanta emoção (gente, lembrem-se que eu amoooo essa série, e ver ela ganhando vida é extremamente incrível). Para os que gostam de romance, o que claramente não é o meu caso, o filme desaponta. As cenas entre Thomas e Teresa são pouquíssimas, embora a grande verdade é que isso já fosse esperado, já que o próprio James Dashner afirmara que o filme ia se focar mais em cenas de ação, e isso eles conseguiram fazer com maestria já que o ritmo frenético não diminuiu em momento algum.  

 E pra terminar, o comentário que quem assistiu o filme vai entender: Que final foi aquele?! Acho que nunca fiquei tão ansiosa para o tempo passar rápido, simplesmente não vejo a hora de assistir Prova de Fogo!

 Bem se vocês ainda não assistiram sugiro que o façam rápido e tirem suas próprias conclusões.
  


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