Título: Battle Royale
Autor(a): Koushun Takami
Editora: Globo Livros
Ano: 2014
Páginas: 664




Sinopse: Em ‘Battle Royale’ o autor se aprofunda com mais vigor no desenho psicológico dos numerosos personagens – a turma de estudantes tem 42 pessoas -, trazendo à tona informações sobre a história de cada um como forma de explicar seu comportamento e suas reações diante dos perigos do jogo pela sobrevivência. Na batalha de todos contra todos, há os que enlouquecem, os que se revoltam, os que extravasam os piores instintos, os que buscam se alienar – e até os que assumem com prazer a missão de eliminar pessoas que horas antes eram colegas de classe. Nesse ambiente, o fio do suspense se mantém esticado o tempo todo – é possível confiar em alguém? Do que um ser humano é capaz quando toda forma de violência passa a ser incentivada? 






  Battle Royale é tido como o inspirador de Jogos Vorazes ou para as más línguas a obra que Suzanne Collins plagiou. Suposições à parte, esse livro realmente é para aqueles que amam perder fôlego a cada página e que merece ser reconhecido bem mais do que o "inspirador" de um livro que virou modinha adolescente.

 Sou fã ( sempre serei!) da obra criada pela Collins. Não pelo romance nem pelo sucesso e sim pela crítica presente no livro. Admito, no entanto que a história do Koushun Takami foi superior em alguns aspectos.
   
  Battle Royale foi escrito no Japão e lançando em 1999. Esse livro logo teve muitas vendas e mais tarde se tornou um mangá (Para quem não sabe mangá são quadrinhos japoneses e eu amooooo!!!!!) foi assim que descobri a existência desse obra.

  A história conta como quarenta e dois estudantes comuns do nono ano da escola de ensino fundamental Shiroiwa se enfrentam até a morte no programa Battle Royale, mas estou me adiantado aqui, porque tudo começa com uma simples excursão escolar onde Shuya Nanahara (o personagem principal) e os outros alunos viajavam descontraídos sem saber o que lhes aguardavam. Em um dado momento eles adormecem misteriosamente no ônibus e acordam devidamente uniformizados e com uma coleira metálica em volta de seus pescoços, em uma sala. É aí que aparece Kinpatsu Sakamochi (esse maldito sem emoções!). Ele explica que como de costume na República da Grande Ásia Oriental, uma turma do nono ano de uma escola qualquer do país é escolhida para participar do Programa e que chegou a vez deles. Não há como fugir as coleiras explodiram caso se recusem a participar. A confusão e o medo dominam os estudantes, mas antes que se dessem contam já estavam saindo da sala com mochilas de sobrevivência e entrando na arena, uma ilha desocupada onde o Battle Royale começaria. 

   Genteeeeeeee! Esse livro estraçalhou meu coração e brincou com ele como se fosse feito de gelatina.Para quem já leu ou assistiu Jogos Vorazes e chorou com as mortes dos personagens ou torceu para que o vilão morresse lentamente e do pior jeito possível, tenho que falar que isso não chega sequer se comparável ao que acontece em Battle Royale. Nesse livro todos se conhecem, são amigos de infância, namorados, colegas de escola. Isso é o pior para quem participa do Programa porque é comum falarem coisas do tipo: "Ele não vai me matar é meu amigo", "ela não me machucaria é tão fraca", "posso confiar neles..." E de repente aparecem traidores e maníacos e estão lutando uns contra os outros. 
  
 Ao começar a ler achei que os quarenta e dois nomes japoneses que são jogados para o leitor fossem ser um problema e que com tantos personagens seria difícil me apegar a algum. Errei feio.  Não tive problemas para lidar com os nomes e quantidade deles, com também chorei horrores quando certos pessoas morriam. Uma coisa que me doía na alma era o final dos capítulos, isso porque sempre aparecia "restam 42 estudantes", "restam 41 estudantes" ... "Restam 13... 12 ...4..." E assim por diante. Meu Deus quanta tensão!

   Amei os personagens, cada um deles tinham personalidade distintas e únicas. Como não posso falar de todos citarei alguns mais importantes. 
    
 Shuya é o queridinho das meninas. Popular, bonito, e ex-jogador de beisebol do Little League da escola, ele abandonara o esporte para se dedicar a guitarra elétrica, considerado antipatriótico. Ele é o menino que sempre defende os amigos, fez a coisa certa mesmo que signifique se arriscar e que consegue atrair o leitor sem muitas palavras.  Noriko a menina por quem o melhor amigo de Shuya é apaixonado, e que Shuya faz tudo para protege-la. Ela fofa e ponto. Há também o Shinji o garoto genial do basquete e do computação. Shogo o misterioso, que você não sabe se confia ou mata, mas que ao longo do livro aprende a ama-lo. E Kazuo aquele que dá medo nas primeiras cenas.

   A história é bem escrita e eletrizante, os personagens bem construídos e as cenas são cheias de sangue. Há momentos tensos, principalmente quando não sabe se alguém é ou não capaz de matar, ou quando aquela personagem cínica se aproximava e você já pensa: Droga! Morreu...   

    Mesmo não sendo tão explicito, as críticas de Battle Royale também me chamaram atenção. Um país totalmente totalitário, onde a internet é um rede fechada e controlada pelo governo, onde rock e outras musicas com letras sobre liberdade são reprovadas. E qualquer que for contra  os programas e atitudes do governo é morto na hora, sem oportunidade de desculpas ou julgamento. Parece tão atual que chega a dar medo...

   Mesmo fazendo muitas comparações com Jogos Vorazes, não acho que uma seja melhor ou pior que a outra. Os estilos e os focos são diferentes. Ambas as obras são geniais do seu jeito. Mas gosto é gosto e eu já tenho meu favorito, por isso lá vai um dica:
   
  Leiam Battle Royale. <3
   
   É incrível... \o/\o/\o/

Fotos 



 


 Titulo: O Retorno de Elizabeth Torny
 Autor: Tatyane Nicklas
Editora: Tribo de Letras
Ano: 2015
Páginas: 217


Sinopse: Os moradores da pequena cidade de Palmertorny escondem um terrível segredo por vinte anos, mas com a chegada de uma bela jovem paranormal esse segredo está ameaçado e a punição pelo mal que causaram no passado está por vir. Acordar de uma noite de pesadelo, pode significar vivê-los, Elizabeth Torny, não nasceu assim, a tornaram assim. Dizem que o amor liberta-nos da dor, de toda mágoa e todo rancor, dizem. Elizabeth Torny, a chave entre a vida e a morte, o sonho e a realidade. Não procure saber da verdade. Envolvente e excitante O Retorno de Elizabeth Torny, traz uma história cheia de suspense e drama, mas com boas pitadas de humor e sem faltar um bom e atribulado romance.

Livro gentilmente cedido pela autora para resenha. 





  Antes de tudo gostaríamos de agradecer a Taty. Não vamos dizer o motivo, porque creio são muito pessoais, mas ela nos procurou para que fizéssemos a resenha do livro dela. Nós blogueiros, sabemos o quanto é legal e gratificante quando isso acontece, e claro ficamos felizes, no entanto, mas que receber um livro nossa felicidade maior foi saber que poderíamos ajudar a Tatyane na divulgação de O Retorno de Elizabeth Torny, um livro que a partir de agora é muito especial para gente. Muito sucesso Taty!

  O livro vai narrar a história de Elizabeth Torny (não me diga!), que foi morta injustamente ao lado de seus pais há alguns anos, um massacre terrível que a faz voltar a Palmetorny em busca de vingança. O inicio do livro se resume a nos apresentar alguns personagens importantes na narrativa, ao mesmo tempo em que nos vai mostrando ao poucos os poderes da Elizabeth e os motivos pelo qual ela está de volta.
  
  Edward e Lyus são os primeiros personagens com quem Elizabeth cruza. Lyus é um incógnita até basicamente o fim do livro, mas é um senhora gentil. Quanto a Edward, ele que vai ajudar a protagonista durante quase todo percurso, mesmo sem saber quem ela é ou o que a leva até aquela cidade.

  Outros personagens como Whisper, Jennifer, Jhenesy e Janet também são personagens importantes na narrativa. Whisper é um mulher odiosa que toma conta de uma hospedagem, supersticiosa, é a primeira a desconfiar de Elizabeth. Jennifer é a personagem que simplesmente não tem como não odiar, uma menina fútil que faz de tudo para conquistar o amor de Edward. Jhenesy é a irmã de Jennifer, mas ao contrário da irmã, Jhenesy é uma garota estranha e tímida. Jenet é a mãe de Edward, uma mulher depressiva que ainda sofre com a morte do outro filho. Durante a estada de Elizabeth na cidade sob o nome de San, vamos conhecendo esses moradores e as ligações que eles têm com o doloroso passado de nossa protagonista.

 
   Os personagens são bem construídos, com personalidades próprias o que contribui muito na hora de leitura. Apesar disso senti que alguns diálogos a até certas atitudes pareciam muito distante do que acontece na realidade. Por exemplo, é fácil se apegar ao Edward que é um cara legal e simpático e também muito bonito, no entanto é  inverossímil como ele se apaixona quase que instantaneamente por Elizabeth. Algumas falas também soavam poéticas demais, não vi problema quando se tratava de orações ou coisas do tipo, acontece qua algumas vezes eram em falas normais e achei bem estranho porque ninguém fala assim! Repito: apenas ALGUMAS vezes. Em grande parte do livro as falas na verdade são bem condizentes, percebi essas partes poéticas mais em cenas com cargas dramáticas maiores, acredito para dar destaque ou ênfase, mas pessoalmente achei estranho, talvez passe até passe despercebido para algumas pessoas.

  A trama é bem amarrada, não percebi nenhum furo, há sim algumas lacunas, mas acredito que tenha sido proposital uma vez que teremos uma sequência. Admito que esperava um pouco mais de terror, já que até mesmo a capa sugere isso,  no entanto o livro é bem simples e nada chega a dar medo, apesar das cenas com mortes e sangue. Gostei especialmente de uns capítulos que mostravam o passado da família de Elizabeth.

  A narração é rápida e fluida e quanto a isso não tenho nada a dizer contra.

  Acho que nem preciso mencionar o trabalho lindo da editora,  não  é? A arte gráfica é belíssima e não apenas na capa, mas até mesmo dentro do livro,  porque todas as páginas são cinzas e com detalhes florais. Encontrei alguns erros de revisão, no entanto não chegou a prejudicar a leitura.

   Aliás uma coisa que curti muito foi as mensagens de superação que a Taty pôs no livro, mesmo que as vezes implicitamente.  Achei muito bonita uma cena em particular quando um dos personagens supera a perda de um ente querido, acredito que todo mundo que já perdeu alguém deve se identificar um pouco com a cena, como foi o meu caso.

   Para mim foi uma leitura maravilhosa, não ache que por causa das três estrelas não amei a leitura, muito pelo contrário! As cenas em que Elizabeth usava os poderes eram simplesmente incríveis, achei bem legal as trocas de corpo e quando ele viajava pelo mundo espiritual. E apesar dos pontos negativos que citei, o único motivo para as três estrelas, foi porque infelizmente houve muito conteúdo e pouco espaço para abordar tudo, acredito que se o livro fosse maior teríamos um desenvolvimento  melhor, inclusive para abordar o romance de Edward e Elizabeth com mais calma. Recomendo muitíssimo a leitura.